
Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte aprovou, por
meio de assembleia realizada nesta quinta-feira (27), a deflagração de uma
greve por tempo indeterminado a partir de 2 de setembro. Em comunicado dirigido
aos bancários de outros estados, a entidade convocou sindicatos de todo o país
a aderirem ao movimento.
Durante o anúncio, os representantes sindicais defenderam a
articulação entre as entidades para pressionar a Fenaban e a Confederação
Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações.
O sindicato também citou o acordo firmado pelo Banco do
Estado do Pará (Banpará) como referência para as reivindicações. De acordo com
os dirigentes, o acordo prevê condições consideradas superiores em alguns
itens, como reajuste salarial, participação nos lucros e resultados (PLR) e
vale-alimentação.
“O resultado do Rio Grande do Norte, assim como os resultados
do Maranhão e de Bauru, reforça, em nível nacional, o entendimento da
necessidade de dar uma resposta concreta à Fenaban e à Contraf-CUT”, declarou a
representação sindical.
A direção do sindicato afirmou ainda que a mobilização busca
pressionar pela alteração da proposta em negociação. “É possível mudar essa
proposta, inclusive a partir do acordo que saiu do Banpará”, disse.
O que muda para os clientes
Caso a paralisação seja efetivamente iniciada e tenha adesão nas agências, o funcionamento dos bancos poderá ser afetado a partir de 2 de setembro. Serviços digitais, caixas eletrônicos e outros canais de atendimento remoto podem continuar disponíveis, mas a disponibilidade dos serviços pode variar conforme cada instituição.
Até o início da greve, os clientes que dependem de
atendimento presencial devem verificar o funcionamento da agência e, quando
possível, antecipar operações que exijam atendimento de funcionários.
A duração da paralisação dependerá das decisões da categoria
e do andamento das negociações entre trabalhadores e representantes dos bancos. Com informações do portal 98 FM!

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