
A utilização da estrutura e
influência de igrejas para promover candidatos pode configurar abuso de poder
político. Esse foi o entendimento reforçado pelo TSE (Tribunal Superior
Eleitoral) ao manter a condenação da então prefeita de Votorantim (SP), Fabíola
Alves da Silva, e do vereador Alison Andrei Pereira de Camargo, por
irregularidades nas eleições de 2024.
O caso envolve o apoio dado pela
Igreja do Evangelho Quadrangular às candidaturas dos dois políticos. Durante um
encontro realizado pela igreja, o líder religioso do local afirmou que tinha o
objetivo de eleger 120 vereadores naquele ano e apresentou Alison Andrei como o
candidato escolhido para representar a instituição. Na ocasião, ele declarou
que a igreja estava “fechada” com o vereador.
A então prefeita também
participou do evento. Segundo os autos, ela foi chamada ao altar, apresentada
como pré-candidata à reeleição e recebeu orações ao lado de outros candidatos.
Para o TSE, as ações tiveram
caráter eleitoral e utilizaram a influência religiosa para impulsionar as
candidaturas. Os ministros entenderam que houve um uso indevido da fé dos fiéis
para obter apoio político.
A Corte também levou em
consideração um contrato firmado entre a prefeitura e a igreja. Em ano
eleitoral, o município aumentou em 34,1% o valor do aluguel pago por um imóvel
pertencente à igreja.
O tribunal destacou que outro
contrato de locação da prefeitura, reajustado no mesmo período, recebeu aumento
de apenas 2,45%, evidenciando a desproporcionalidade. Fonte: CNN Brasil!

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