Segundo Brito, o fato do brasileiro já encarar o vírus da
Influenza há anos e ter vacinas desenvolvidas contra a doença fez com que os
efeitos do último surto de gripe tenham sido superados mais rapidamente do que
os casos da variante Ômicron do coronavírus.
“Se já temos uma população em frente a um vírus que não é
novo, vemos uma dinâmica de aumento de casos repentino, seguido de uma queda”,
explicou.
“O vírus da Covid é diferente. Agora tem vacinação, mas ainda
tem uma parcela da população que não se vacinou e essas pessoas são mais
vulneráveis – uma vez que a Ômicron chega ali, ela se dissemina de forma mais
fácil”, disse o virologista.
“Existe essa grande confusão porque a gente enfrenta dezenas
de vírus respiratórios. Se você está sentindo sintoma que se parece com
resfriado ou gripe, muito provavelmente é Covid – eles se assemelham, mas o
vírus da gripe já não está tanto em circulação se comparado ao coronavírus, em
especial à variante Ômicron”, explicou.
Assim como a Influenza, a Covid-19 “não vai desaparecer”,
ressaltou Anderson Brito, que também ponderou que as proteções conta a
infecção, com destaque para o ciclo vacinal completo, o uso de máscaras e a
atenção aos movimentos locais do coronavírus, criarão um ambiente cada vez
menos propício para novos surtos da doença.
“Cada município e região do país está em sua dinâmica própria [da pandemia]. O importante é que a gente olhe como está a situação no nosso município para tomar decisões para evitar riscos”, declarou. Do Blog de Glaucia Lima!
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