Os preços do feijão subiram 40% no mercado interno nos
últimos 12 meses. A alta reflete a redução da produção na safra de verão. “Esse
aumento poderia ter sido evitado caso o governo federal tivesse ouvido os
apelos do setor para melhorar a estrutura da cadeia”, avalia Marcelo Lüders,
analista da Correpar Corretora. Para ele, o governo precisa estimular o plantio
de variedades de feijão que sejam comercializadas no mercado internacional para
que o país possa importar e exportar a leguminosa com facilidade e assim
equilibrar o mercado interno. “Avisamos o governo que como a soja estava com
preço mais atrativo muitos agricultores iriam plantar a oleaginosa em
detrimento do feijão. Foi o que aconteceu e a área de cultivo de feijão caiu
8,2% na primeira safra”, avalia.
Duas grandes mudanças aconteceram no segmento: a tendência
de queda do consumo está sendo revertida e o consumo per capita, que chegou a 16
quilos por habitante por ano na década de 1990, deve alcançar 20 quilos em
2020. Além disso, a produção nacional não está mais nas mãos de pequenos
agricultores. “Mais de 50% da produção nacional de feijão vem de grandes
produtores, mas o governo não modernizou suas políticas, que ainda são voltadas
aos pequenos”, disse Lüders.
Com informações do blog Robson Pires

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