domingo, janeiro 29, 2017

Charge do DL. Cadeia


Um comentário:

  1. Matéria veiculada na imprensa traça um paralelo... Pois bem: há notícia de chuva e de desabamento de ‘’grandiosa’’ obra de engenharia (civil ou mecânica?) na comunidade rural Barros Preto. Caiu das pernas.
    Tudo passa. Tudo passará...
    A chuva, o vento, os séculos, os anos, os dias, as horas, os minutos, os segundos, o tempo.
    A vida e a esperança permanecem.
    ‘’O espelho e o jornalismo.
    (Antônio Melo)

    O jornalismo é como o espelho, reporta os fatos como eles são. Corrigindo: o espelho faz isso; já o jornalismo…
    O espelho mostrou que um avião caiu no mar, com cinco pessoas a bordo, indo para Paraty: o ministro Teori Zavaski, o dono do hotel Emiliano, duas mulheres e o piloto.
    O espelho fez direitinho o trabalho dele. Agora, vejamos o jornalismo, a chamada “grande imprensa”, a começar pela Rede Globo.
    O proprietário do avião é o empresário Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, dono do hotel Emiliano mas que, também, seria sócio do BTG-Pactual, um banquinho aí que está envolvido na Lava-Jato.
    Sócio também da Forte Mar Empreendimentos e Participações que teria noventa por cento de seu capital num fundo do BTG, olha só.
    Investigado na Lava-Jato, o banco teve seu presidente, André Esteves, preso na operação. Mas sua prisão foi revogada no Supremo. E por quem?
    Filgueiras, o dono do avião, ainda tinha a fazenda Itatinga, em Paraty, para onde rumava com seu ilustre passageiro e as duas damas. Um paraíso. Lá, ele queria instalar um complexo hoteleiro, mas seu projeto foi indeferido no final do ano passado pela Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro. Aliás, o empresário já era réu no STF, por construções irregulares na Ilha das Almas, onde fica sua fazenda.
    Será que tem como verificar tudo isso?
    Alguns caminhos que podem ajudar no penoso trabalho investigativo dos jornalistas da “grande imprensa”:
    Consultar os nomes dos sócios do BTG-Pactual na Junta Comercial. Fazer o mesmo em relação à Forte Mar; dar uma passadinha no STF e consultar se André Esteves foi preso na Lava-Jato e, depois, teve a prisão revogada por ordem de qual ministro (a mesma consulta pode ser feita nos arquivos dos jornais, ou nos arquivos da Globo, claro). Já que se está na Suprema Corte, não custa nada dar uma olhada se o empresário Carlos Alberto Filgueiras tem processo pendente de julgamento no STF. E ninguém vai se cansar muito indo à tal Secretaria do Ambiente saber se é verdade que Filgueiras teve seu projeto hoteleiro da fazenda Itatinga indeferido. Coincidência ou não, ele estava indo exatamente pra lá com um ministro do Supremo Tribunal Federal.
    E se tudo isso for verdade, como justificar a presença do ministro-relator da Lava-Jato naquele voo? Os indícios já seriam suficientemente fortes para mantê-lo longe de tal personagem.
    Se alguém passa despenteado diante do espelho, vai ser reportado despenteado. Já na “grande imprensa” se for poderoso e “amigo da casa”, mesmo estando nu, vai aparecer de smoking e muito bem penteado. Foi assim com o ministro morto: muitas lamentações, exaltações, pesares. Até do presidente da República, em pessoa. A rede Globo esmerou-se em mostrar o novo heroi, imolado num “sugerido” atentado.
    Investigação que é bom e é dever do jornalista, NADA.’’

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